segunda-feira, 6 de abril de 2009
'vida' virtual
Checa os recados do Orkut, vê as atualizações dos outros, dá uma fuçadinha na galera.
Vai pro blog. Tem um comentário novo.
Entra no twitter, vê o twitter dos amigos, escreve alguma coisinha (não cabe mais nada do que apenas alguma coisinha).
Só falta agora o MSN. Sim de vez em quando tem recados de amigos por lá também.
Ah, agora só falta ver o horóscopo no Terra, o Ego astral, caso chegue por e-mail e, se não gostar dos resultados, vai para o do UOL.
Pronto, agora é só ver as notícias da noite nos sites de jornais, descobrir que nada – em nenhum desses meios – mudou muito e ir dormir...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Gigi was right (and I always knewn it..)
- I'd rather be like that than be like you.
- Excuse me? What is that supposed to mean?
- I may dissect each little thing and put myself out there too much but...at least that means I still care. And, oh, you think you've won because women are...are expendable to you? And you may not get...get hurt or make an ass of yourself that way, but you don't fall in love that way, either. You have not won; you're alone! I may do a lot of stupid shit but I know I'm a lot closer to finding someone than you are.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Para sempre
Você chegou com cara de quem não quer nada e foi até um pouco resistente. Mas eu via que, mesmo em tropeços, a gente ia se entender.

E nos entendemos, brincando ou brigando, era sempre a mesma dupla. As pessoas às vezes até nos consideravam como uma coisa só. Indissolúvel. Mas mal sabiam eles das nossas brigas. Duas cabeças teimosas, que faziam de tudo para ficarem juntas, mas isso nem sempre funcionava bem.
Você me mudou, cresceu e amadureceu comigo, me trouxe valores que, sem você, hoje eu não teria. Sem você comigo esses anos todos, não sei como seria a minha personalidade hoje, e não sei como teria sido minha vida antes.
Já são quase 15 anos.
Eu quero que você viva para sempre.
segunda-feira, 2 de março de 2009
30 for you? No thanks.
Esses dias resolvi ir atrás de academia. Indo na contramão de todo mundo ao meu redor, larguei a pós na USP para me dedicar a um singelo curso de espanhol e, por que não, cuidar do corpitcho.
Passei por várias academias perto de casa, para ver preços, aulas, equipamentos, e claro, os frequentadores.
A primeira visitada, logo que entrei encontrei o instrutor gatinho da academia que eu fazia há (melhor não citar datas) um bom tempo... Se na época ele beirava os trinta, hoje está quase quarentão. E que quarentão. Fui atendida por uma loira, toda malhada, com jeito daquelas professoras de axé. O preço era bem camarada (o menor, descobri depois), a aula de aeroboxe era paga à parte mas o horário não ajudava muito.
A segunda era a maior, com equipamentos novinhos, som bombando e o preço bombando muito mais. Passou longe do meu perfil assalariada / início de carreira. Sem falar que era a mais longe, seria uma ginástica só para chegar até lá. A terceira era a antiga academia que eu fazia. Mas tudo mudou lá dentro. Só não mudou o bafo da piscina aquecida que invade a entrada e faz qualquer um desistir de suar a camisa com exercícios, principalmente em dias como esses, de 33 graus, na sombra.
A quarta academia, do lado de casa, era carinha, mas os planos mais longos até que compensavam. Fui atendida por uma senhorinha simpática, e os horários das aulas de jump e boxe combinam com o meu dia-a-dia. Hum... tínhamos uma favorita.
Anotei ainda telefones de pilates e yoga. Mas paz e amor demais... Nem liguei...
Hoje fui em uma academia só para mulheres, daquelas de 30 minutos. Era, incrivelmente mais cara de todas, e tudo lá dentro era branco, rosa e lilás. TUDO. Inclusive a roupa das atletas. Pagar mais caro, para agüentar um monte de mulheres de cor de rosa, pulando em steps e bolas gigantes? No thanks.
E aí resolvi analisar a situação, e o que essa avaliação das academias refletia em mim. Nada de rata de academia, adepta de saunas ou música de bater na alma (no mal sentido), mulherzinha demais pra agüentar mulherzinhas demais. Na verdade, sou uma velha (de espírito), baixinha e meio gordinha (por favor, discordem) , que precisa de um horário conveniente para aulas de aeroboxe que a permitam socar o ar para aliviar a vontade de acertar rostinhos alheios...
sábado, 28 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Já vi isso antes...
Bia tem 4 anos e está apaixonada por Felipe, seu colega de classe. É uma criança alegre e extrovertida, mas quando Felipe aparece, ela fica muda, estática, sem reação.
Felipe provavelmente gosta de Bia também. Nos últimos tempos, ele tem buscado uma aproximação. Todos os dias, chega perto de Bia e, logo que a garota se emudece, ele diz: “Oi Bia”.
A Bia agora consegue até responder. Já saiu um tímido “oi”, o que parece ter encorajado Felipe que, outro dia, desatou a falar sem parar com a garota.
– E o que ele dizia, Bia? – perguntam seus pais.
– Não sei mamãe, ele falava, falava, mas eu só ouvia blá blá blá.
Pobre Bia, começou cedo. Vai viver isso pelo menos mais uns 15, 20 anos. Se for esperta e aprender logo, um pouco menos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
5 Yin
A heroína da história não era bem assim o que a gente poderia chamar de heroína... Não matava dragões, não lutava contra gigantes e não enfrentava exércitos armados. Mas tinha lá sua coragem.
Contava com a ajuda de três fortes mulheres que completavam o quadrilátero de feminilidade e força. Cada uma ao seu jeito, a sua maneira.
Um quinto elemento começava a despontar também, e vinha como reforço à equipe.
Encontravam-se em seus postos de guerra, cada uma com suas diferentes armas, formando um grupo único. Cinco mulheres com força e feminilidade e que juntas eram imbatíveis.
Lexsy era a mais sábia. Tinha olhos de águia e sensibilidade. Via o que ninguém mais enxergava, e usava armas nos olhos dos amigos e dos inimigos também: abria-os.
Partoia era a mais delicada. Sua força maior era a fé no amor. Admira a coragem que enxerga nos outros sem mesmo perceber o quanto é invejada a sua capacidade de sonhar e amar.
Se Lexsy tinha olhos de águia, Matina tinha ouvidos de morcego, apuradíssimos. Sempre escondia suas armas em buques de flores e, ao menor movimento do inimigo, sacava-lhe e partia para o ataque. Assim, sem mais nem menos. De maneira leve e despretensiosa, levava a batalha e a guerra sem nem mesmo estragar suas unhas.
Gaast, a mais experiente e decidida, botava na mesa todas as informações e montava estratégias a partir delas. Estratégias simples ou complexas. Era a mais radical, mas não perdia a razão um minuto sequer. Munida de grande conhecimento, suas decisões eram inquestionáveis.
Tabrice, o quinto elemento, possuía um bem que nenhuma das demais do grupo tinham, por isso sua presença se tornava cada vez mais importante: a suavidade. Leveza e liberdade que equilibrava as teimosias e julgamentos que ainda ocorriam no grupo.
Não eram inseparáveis, mas indispensáveis.
A corrida - parte 3
O azarão foi expulso. Os organizadores consideraram ilegítimas as suas cavalgadas. Há suspeita de doping. Ainda em investigação.
O Pangaré, campeão da corrida passada, retornou ao páreo e está reivindicando direitos, quer o prêmio – da qual abdicou no passado – de volta. A comissão julgadora está avaliando o caso.
Os demais competidores não ganharam a confiança dos apostadores, ainda mais depois de assistirem ao show do intervalo, com desfile de raças estrangeiras. As mesas de apostas permanecem vazias. Não tanto pelos tempos de crise, mas porque agora a prova ficou mais difícil. É como vestibular: quanto mais concorrentes, maior a nota de corte...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Que fim levou o azarão?
Mas uma nova corrida foi iniciada, depois que o ganhador anterior abdicou do prêmio.
O azarão estudou tudo o que precisava. Até fez um movimento, saiu da coxia, ensaiou um trotar, mas parou por aí.
Não despertou grande confiança dos apostadores. Em tempos de crise, estão cautelosos. Todo capital agora é de risco e, apesar de saberem que no final o azarão sim, sempre leva, estão desconfiados de que ele não participará novamente.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Histórias de natal
Just because it´s Christmas, and at Christmas you tell the truth.. (Or at least part of)
Desde pequena minha imaginação sempre foi muito fértil.. mas bastante racional também. Talvez por isso acreditasse tanto nas histórias que eu mesma criava, tornava realidade e brigava por ela até o fim (porque além de muita imaginação, eu sou taurina...).
Acreditei mais tempo do que devia em Papai Noel exatamente por isso.
A idéia de que o bom velhinho passava na minha casa, na casa do Macaulay Culkin (todo ano o clássico, Esqueceram de Mim), e em tantas outras, de trenó, vindo lá do pólo norte, numa única noite, nunca me convenceu.
Por isso tinha tanta certeza de que o presente ERA mesmo dado pelo Papai Noel.
Explico.
Para mim, havia uma logística fenomenal, em que os ajudantes do bom velhinho eram divididos por regiões, não apenas para fazer a entrega dos presentes (como um carteiro mesmo) mas também para a compra dos presentes. nada de fábrica, afinal, brinquedo era da Estrela, da Grow e por aí vai... Ou seja, um ajudante, atendia meu prédio, o quarteirão todo, mas no máximo, duas ou três ruas do entorno. Não mais.. Ou não daria conta... Papai Noel não entregava, mandava entregar...
A minha viagem era tanta que até a história de que quando passava um helicóptero em cima do quintal de casa (e vai, 20 anos atrás isso era muito raro de acontecer) era o papai Noel que vinha investigar se eu estava me comportando.. E já que não tinha um ano que ele tenha me dado a casa da Barbie (sempre o número um da lista), eu acreditava, achava que precisava me comportar melhor no ano seguinte... (que pecado o que fazem com as crianças)
E como descobri “a verdade”?
Quando contei para minha mãe a teoria que tinha sobre os sósias que o papai Noel escolhia – ele mesmo – como seus representantes nos shoppings centers e que eram os ajudantes mais antigos, ou seja, em empresariêis claro, os ajudantes eram promovidos, como gerentes e gerentes-gerais se tornam diretores, ou algo parecido.
Acho que ela se assustou com tal surrealismo que resolveu avisar sua caçula que os presentes eram comprados, embrulhados e postos na porta da minha casa por ela mesma.
Foi nesse ano que, pela última vez, meus pais fizeram o ritual de colocar o presente na porta e tocar a campainha escondidos... No entanto, a única reação, dessa vez, foi da Mimi, que sentiu de longe o cheiro do presente dela e, atropelando os outros embrulhos, foi em busca do seu pacote de bifinhos sabor carne...